domingo, 21 de dezembro de 2008

Dia 6

Saímos do hotel as 8:30, a Ruta 3 segue pela costa por vários km, paisagem bonita e que logo fez falta, pois saímos da costa e seguimos pela mesma paisagem de sempre, centenas de kilometros de arbustos baixos. As montanhas próximas a essa cidade estão cheias de trilhas que pelo tamanho parecem ser de quadriciclos, veiculo que pode ser alugado na cidade.

Avistamos os primeiros guanacos, soltos muito próximos a rodovia, reduzi rapidamente a velocidade e paramos no acostamento, eles se assustaram e correram, pularam a cerca e ficaram nos observando de longe.



No caminho passamos por uma pequena cidade chamada Cmte Luiz Piedra Buena, o rio com tom de verde esmeralda maravilhoso, mas na foto ficou um pouco apagada a cor.

Como vimos em diversos depoimentos na internet, os ventos aqui são fortes, tão fortes que chega a inclinar o carro, vários veículos passavam por nós com uma boa inclinação, principalmente os mais leves. O vento é tão forte que é difícil manter uma trajetória em linha reta, o barulho do vento atrapalha o som do radio. Nosso plano era pernoitar em Rio Gallegos, mas como chegamos cedo a continuamos em direção a fronteira, aqui o vento se mostrou ainda mais forte.

Chegamos a fronteira chilena, estava praticamente vazia, apenas nós e um americano vindo de moto desde a Califórnia como nos informou e já a 13 meses na estrada! Os tramites foram rápidos, os chilenos foram atenciosos e educados. Conforme o guarda da fronteira nos informou os ventos patagônicos são normalmente fortes assim.

Seguimos pelo Chile agora, estrada de concreto muito suave, realmente boa para andar. A paisagem agora mudou para campos enormes apenas com capim e algumas ovelhas espalhadas.

Chegamos ao “Estrecho de Magalhanes”, aguardamos a balsa carregar uma carreta de combustível que seguiu sozinha. Estava com receio pois não tínhamos pesos chilenos, mas não tive problemas. Conversamos com argentinos que nos explicaram o preço e que pagaria na própria balsa. Encostamos o carro na balsa e fui ao “caja” pagar a travessia, $ 87,00. Ventava muito mesmo e a balsa balançava bastante, mas o espírito de aventura é maior e atravessamos bem. O pessoal estava assando churrasco na parte de cima que é aberta, subi com a Tatá para tirar fotos, mas chuviscava água do mar então resolvi descer, assim que descemos bateu uma onda na lateral do barco que molhou todo mundo, exceto o assador que estava protegido. O cheiro estava sedutor, afinal estamos na base de sanduíches a dias, pois foi só o que encontramos nas rodovias.







Saímos da balsa e continuamos pela estrada de concreto, andamos um bom trecho e como não havia referencia resolvi parar no meio do nada para conversar com o vigia na entrada de uma propriedade, não entendi absolutamente nada do que ele falou, mas acho que ele entendeu a pergunta e indicou com a mão que continuar por ali.




Acabou o concreto e agora estrada de chão, cerca de 100km. O pessoal que estava na balsa, 2 caminhonetes novas, uma delas chamada Tahoe, bem grande, sai na frente e sumiu, na frente um argentino com uma Ecosport e atrás uma Hilux e uma L200, nos ultrapassaram logo no inicio e desapareceram, continuamos atrás da Eco até a fronteira Chile/Argentina. Como já era 22:00 paramos na Hosteria La Frontera, local simples mas acolhedor. Tinha um casal apenas no local, alem dos proprietários. Negociamos um quarto, pedimos um lanche, sanduíche claro, jantamos e fomos dormir. Ao assinar o livro de estadia do Hotel descobri que o casal veio da Suíça!! E de bicicleta!!

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