quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Dia 12

Levantamos nosso acampamento improvisado e em pouco tempo estávamos na cidade Perito Moreno, abastecemos e novamente mais um pequeno trecho de rípio em péssimas condições e logo asfalto. Novamente exagerei na velocidade, mas por sorte estava completamente concentrado na direção e percebi logo no inicio um barulho um pouco diferente do pneu contra o rípio, parei na hora sem sequer sair para o acostamento. Ainda deu tempo de ver o pneu murchando, levou poucos segundos. Coloquei o estepe para rodar, enquanto isso 4 veiculos argentinos passaram por nós e um deles prontamente parou para ver se precisavamos de ajuda. Isso foi uns 20 km antes de Rio Mayo, no meu mapa tem, e aqui mesmo encontramos uma gomeria, na verdade encontramos 3, mas só uma funcionando, e rapidamente a goma foi restaurada. A pedra ainda estava dentro do pneu.


Paramos numa pequena comunidade que não descobri o nome, aqui uma simpática jovem senhora que já tinha fechado seu restaurante pois já eram mais de 14:00 horas, concordou em nos fazer uma pizza. Estranhei o fato de não perguntar que sabor queríamos, mas como já era um favor nos atender nem me preocupei. Pagamos a pizza e fomos para o carro onde a devoramos rapidamente e estrada novamente.


Chegamos a cidade Esquel, caminho para o Parque Los Alerces (onde pretendemos passar o dia amanhã), aqui encontramos uma série de cabanas (leia-se cabanhas) para alugar. Após uma breve pesquisa escolhemos um local, negociamos e acertamos. Somos os primeiros clientes pois acabaram de inaugurar, tudo novinho, dois quartos, sala, cozinha equipada e banheiro. Até o pessoal aqui ficou feliz em nos receber para inaugurar as instalações. Mais 2 min e chegou mais uma família pedindo informações, ficaram com outra cabana, mas com o segundo lugar.

Passamos no supermercado local, nos abastecemos, e fiquei encarregado de comprar carne e foi uma surpresa, o nome e o corte das carnes aqui são completamente diferentes do padrão brasileiro. Mesmo com todos esses anos de experiência me perdi em meio a tantos nomes estranhos, acabei por escolher pela aparência e fui feliz na escolha.

A Carla preparou uma excelente refeição, e mesmo tendo passado em poucos mas bons restaurantes nessa viagem, não há nada melhor que uma simples refeição caseira.

Colocamos a champagne na geladeira, preferimos assim, uma garrafa da melhor edição, um momento, vou na geladeira ver o nome, ahh é Moscatel Cavalieri edição limitada, que nosso querido compadre Eduardo nos presenteou poucos dias antes da viagem. Agradecido.

É uma felicidade incrível estar aqui neste dia, e no mesmo momento lembramos de nossos grandes amigos se reunindo na cobertura do Edifício Glaser em Curitiba, o que nos atinge é um sentimento de falta e até tristeza, mais um sacrifício para poder realizar esta viagem. Acho que a distância de casa nos faz mais sentimentais.

Desejamos a todos um ótimo ano novo, repleto de conquistas e realizações, sempre com muita união, paz, amor, diálogo, compreenção, paciência, tudo de bom, e é claro com "DEUS" sempre nos guiando e iluminando, um felissícimo ano novo pra todos nós, nossos familiares, amigos, conhecidos, enfim pra todas as pessoas que passam e ainda passarão pelas nossas vidas, a toda criação de DEUS, fauna e flora, obrigada Senhor, abençoai-nos hoje e sempre.

Obs. Essa última parte foi escrita pela Carla.

Dia 11

Na manhã seguinte seguimos em direção ao Glaciar Perito Moreno, cerca de 80 km de El Calafate, na estrada encontrei três Toyota Bandeirante, uma delas eu e o Danielson vimos em Castro - PR com o adesivo Expedição Patagônica. Pagamos $40,00 por adulto para entrar no parque (Argentinos pagam $12,00 e nativos $6,00), percorremos mais 30 km para chegar ao mirante.
A passarela mais próxima do Glaciar estava fechada, estão trocando tudo que é de madeira por modernas passarelas metálicas. Mesmo assim tivemos o privilegio de estar diante desta maravilha da natureza, a qual fomos ver mesmo com chuva e vento geladíssimo. Encontramos uma família de Joinville, pessoal muito legal e que ficamos felizes em encontrar pois não falávamos com brasileiros desde que saímos do RS. Encontramos também 2 famílias de Curitiba com seus motor homes, isso sim é que é viajar.

Chegamos cedo e apreciamos toda a extensão das passarelas tranquilamente, mais tarde ficou cheio de turistas e já não tinhamos a mesma liberdade. Pensei no pessoal acampado no parque, a liberdade de estar tão próximo e ainda com conforto de casa.

Vimos o desprender de algumas partes do gelo e o som emitido pela queda é marcante, mas o som chega sempre alguns segundos depois da queda, por isso é preciso atenção para ver a queda. A cor do gelo é azul, mas somente vendo para sentir a tonalidade. Este é um local para apreciar por horas e horas e mesmo assim deixar o parque é difícil.

Nos despedimos de nossos amigos de Joinville e seguimos viagem, agora iriamos trafegar pela lendária Ruta 40, que corta a Argentina passando pela maioria dos locais mais belos do país. Essa rodovia ainda tem vários km de rípio, porem a maior parte dela está pavimentada. Onde ainda está no rípio a melhor maneira de andar é pela canaleta formada pelo trafego, fora disso as pedras soltas fazem o veículo derrapar as rodas e é dificil manter o controle.

A primeira parte de rípio foi interessante, a medida que peguei confiança aumentei mais e mais a velocidade até que um pequeno solavanco me tirou da trilha a mais de 100 km/h. O carro saiu de traseira derrapando, mas como o piloto aqui é bom de braço, conseguiu recolocar o carro nos trilhos novamente, claro que fui repreendido. No rípio até é possível manter uma boa velocidade, porém a atenção deve ser total e qualquer descuido pode virar um problema. Andamos cerca de 600 km nesse tipo de estrada.

Antes de entrar na Ruta 40 abasteci o carro e um galão de 20l que tinha trazido de Curitiba, cortesia do amigo Josué. Ainda não usei mas foi por pouco. Ao chegar à bucólica Bajo Caracolles, fomos direto ao único posto, que também é hotel (bem simples) e bar, onde uns mochileiros estrangeiros já estavam de saída. Passei pelo proprietário, sem saber, que me ignorou. Aguardei ele passar para trás do balcão e perguntei o valor para um quarto, $270,00, caríssimo. Perguntei sobre a gasolina, ele avisou que logo sairia para me atender, aguardei mais de 20 min e nada, desisti e segui viagem.

A partir desse ponto a estrada está em péssimas condições, isso se deve a fato da reconstrução da Ruta 40 que, como observamos, terá muito menos curvas e os declives serão menos acentuados, uma grande melhoria. Porém o grande fluxo de caminhões danificou consideravelmente o velho trajeto, o que nos atrasou muito.

Com a baixa velocidade não chegávamos a lugar algum, e os campings e hotéis do caminho, pelo menos o que encontramos, estavam fechados. Já estava extremamente cansado quando encontramos um refugio protegido do vento, estacionei o carro e resolvemos armar a barraca. Infelizmente não conseguimos encher o colchão de ar e forramos a barraca com cobertores, nos instalamos o melhor que deu e, como não estava frio na hora, conseguimos dormir umas 2 horas. Acordamos com frio intenso, principalmente por estarmos com o colchão vazio, abandonamos a moradia temporária e nos refugiamos no carro até o amanhecer.

Dia 10

Pela manha fui atrás de um eletricista, encontrei um que nem para trocar lâmpada de lanterna servia, mas indicou um de verdade. Ao procurar o verdadeiro e mesmo as 09h00min ainda nada de abrir a oficina. Sem querer é claro entrei na contra mão por uns 40 metros e em 3 min. apareceu um guarda que gentilmente me ensinou como funcionam as placas de transito da cidade, agradeci pela aula e ele se foi.

Desmontei eu mesmo algumas partes do carro e não encontrei defeito, fusiveis e relês todos trocados e nada de funcionar, mas graças a Deus não estraguei mais nada. Seguimos viagem sem arrumar o carro, agora para El Calafate. Deram o titulo para a cidade errada, o fim do mundo é aqui. O vento levanta uma camada de poeira que parece neblina, só que marrom. Ao descer a serra temos uma visão do Lago Argentino e de quebra vento forte e constante.



Como ja tinhamos sofrido na noite anterior procuramos um bom lugar, encontramos varios a preços razoáveis mas lotados. Saimos fora do centro e encontramos um bom hotel que tambem é uma escola de produtos de panificação. Aqui tivemos um dos melhores cafés da manhã. Era o meio da tarde ainda, então descansamos bem. Encontramos aqui um mexicano que veio de carro! Mas não entendemos boa parte do que disse.

A noite (que aqui é dia), percorremos a pé o centro da cidade atrás de um bom jantar. A gastronomia aqui é bem variada com boa quantidade de restaurantes, a grande maioria de alto nível. Escolhemos a Vaca Atada, estava cheio e por sorte tinha uma mesinha sobrando. Aqui jantamos ao lado de um casal de mexicanos muito gentis, logo ali uma porção de japoneses e do outro lado acho que eram holandeses, a globalização está bem adiantada na Argentina.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Dia 9



O dia amanheceu nevando forte, tudo coberto, as meninas estavam eufóricas, mas logo passou a euforia veio a decepção. Como planejávamos fazer o passeio no Canal de Beagle hoje ficamos extremamente desapontados. Esperamos o tempo melhorar mas parecia que a neve não teria fim, começamos então a carregar as bagagens e decidimos seguir viagem sem o passeio mesmo.


Seguimos pela avenida, paramos para abastecer e nesse momento parou a neve e abriu o sol. Pena que tínhamos perdido o horário de saída dos passeios. Mesmo assim entramos nos quiosques que os vendem e encontramos apenas uma empresa que não tinha saído ainda por causa do tempo ruim. Pagamos $500,00 pelo passeio e embarcamos, um barco muito bom por sinal, fomos os últimos a embarcar.

Primeiro paramos onde os leões marinhos tomam sol, bem próximo ao farol, estava muito bom enquanto o vento estava a nosso favor, o que não demorou para mudar. O vento trouxe os odores desses animais graciosos, ou seria do local, e foi um pavor. Teve pessoas correndo para fugir, o cheiro era insuportável, horrível mesmo, nada que vi se compara a isso.

Olha os fedorentos aí:

Em seguida paramos no farol, foi meio decepcionante para mim que esperava um FAROL, mas encontrei um farol. Seguimos para ver os pingüins, milhares deles em uma praia que levamos só uma hora e poucos para alcançar, as meninas adoraram.

O canal é realmente belíssimo e a paisagem sozinha já vale o gasto, foi muito bom poder fazer esse passeio. Pena que tomei um café a bordo que não caiu bem, na ida a favor do vento fui bem, mas na volta fiquei mareado, mal mesmo.

Saímos do passeio e pegamos a Ruta 3 para sair da cidade, o tempo continuou bom por todo o percurso. Já era 17h00min horas e tínhamos muita luz ainda, levamos algumas horas até a cidade Rio Grande, chegamos na aduana argentina, depois na aduana chilena e seguimos pelo rípio da parte chilena. Saindo do rípio descobri que a luz do carro parou de funcionar, então sobrou o farol de milha e a luz alta, vai assim mesmo.

Quando vi já eram 21:45 horas, sendo que a balsa parte de hora em hora e ainda estávamos longe. Como era estrada pavimentada apertei o passo e chegamos as 22h05min no embarcadouro, ainda dia. Esperamos apenas 3 min. para embarcar, pois estavam saindo varias carretas carregadas, atravessamos o estreito e seguimos para mais uma seção aduana chilena/aduana argentina, uma maravilha.

Já era meia noite e meia e não tínhamos onde ficar, resolvemos parar no primeiro posto que aparecece, o que levou mais um tempo para encontrarmos. Nos instalamos no carro mesmo e dormi até as 07h00min, a patroa não dormiu bem e a tatá dormiu até bem depois de sairmos da cidade. A vontade de encontrar o posto era tanta que nem percebemos um hotel do outro lado da rua.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Dia 8

Hoje passeamos pelo centro de Ushuaia em busca de casacos, perdemos a manha e não compramos nada, os preços estão muito altos, não só as roupas, mas tudo esta caríssimo.

Voltamos para o hotel porque começou a chover, aguardamos 1 hora e como não parou saímos assim mesmo. Subimos a montanha até o Glaciar Martial, a vista daqui é de sensacional, a chuva parou enquanto subíamos e no momento em que estávamos fora do carro nos preparando a chuva recomeçou, e no mesmo momento virou neve! A Carla estava eufórica, afinal a anos ela quer ver neve, ela e a Thaís ficaram pulando do lado de fora do carro enquanto me protegi.


Entramos no escritório do teleférico ($35,00 por pessoa) onde aguardamos o tempo melhorar e como não parou de chover resolvemos voltar. No caminho parou a chuva e apareceu o sol, resolvemos então conhecer o Parque Nacional Tierra Del Fuego onde pagamos $30,00 por adulto para entrar. Dentro do parque termina a Ruta 3 e para ir mais longe somente a pé. Foi um ótimo investimento.

O parque é muito bem estruturado com varias trilhas demarcadas, camping em vários pontos inclusive com banheiros. A vista aqui é fantástica, acho difícil as fotografias que tiramos captarem a grandiosidade e beleza dos locais que visitamos.

Voltamos para o hotel, mas antes passamos no mercado para nos abastecer, pão, file de pollo a milanesa com queijo e tomate ($34,00 o kg) e bebidas.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Dia 7

Tomamos o desayunio e partimos para a imigração para dar saída do Chile e que surpresa, fila imensa de pessoas saindo da Terra Del Fuego! Não tinha mais espaço lá dentro, então ficamos para fora com muitas outras pessoas num frio intenso e muito vento. Estava impaciente, então resolvi tirar informações indo até o balcão. Perguntei ao atendente se era preciso dar baixa nos papéis e ele disse que sim, porem logo chegou mais uma atendente e eu estendi os papeis para ela que prontamente os carimbou e me liberou!! Economizamos umas 2 horas de fila! Claro que algumas pessoas soltaram uns gemidos, mas fingi surdez e saí correndo de lá.

Olha os suiços aí:

Partimos para outra imigração para dar entrada na Argentina. Parece brincadeira toda essa burocracia, mas olhando no mapa é possível ver a razão desses contra tempos. Aqui na Argentina a coisa funciona, chegamos na fila e um oficial nos perguntou a direção, nos levou na fila correta que era bem menor do que a que estávamos e em 20 minutos estávamos com todos os papeis necessários. Na hora de revistar o carro outro funcionário viu que estávamos esperando e prontamente procurou o responsável, não sei se o encontrou, mas quando saiu ele mesmo abriu a cancela para nós e ainda nos felicitou! A partir desse ponto a estrada está pavimentada.


Chegamos na cidade de Rio Grande onde abastecemos, já perdi a conta de quantas vezes o fizemos, e encontramos um Carrefour onde nos abastecemos com bobagens. Nos perdemos e pedi informações para policiais que acharam engraçado estar perdido provavelmente porque a cidade é bem pequena. Nos deram as indicações e logo estávamos no caminho correto novamente!
Alguns km a mais e avistamos as montanhas nevadas, com muito pouca neve, mas mesmo assim maravilhosas. Chegamos ao lago e subimos a serra, a paisagem aqui é extraordinária, a emoção foi muito forte. A estrada nesse ponto é espetacular, nem sequer posso imaginar a engenharia necessária para abri-la.

Descida da serra, passamos por Cerro Castor e a estrada passa por baixo do teleférico, chovia então não paramos. A chegada em Ushuaia também foi um momento inesquecível, pela arquitetura local mas principalmente pelo Canal de Beagle logo a frente. Procuramos hotéis, cabanas, hosteis e chegamos ao Hosteria Green House onde nos hospedamos.

Dia 6

Saímos do hotel as 8:30, a Ruta 3 segue pela costa por vários km, paisagem bonita e que logo fez falta, pois saímos da costa e seguimos pela mesma paisagem de sempre, centenas de kilometros de arbustos baixos. As montanhas próximas a essa cidade estão cheias de trilhas que pelo tamanho parecem ser de quadriciclos, veiculo que pode ser alugado na cidade.

Avistamos os primeiros guanacos, soltos muito próximos a rodovia, reduzi rapidamente a velocidade e paramos no acostamento, eles se assustaram e correram, pularam a cerca e ficaram nos observando de longe.



No caminho passamos por uma pequena cidade chamada Cmte Luiz Piedra Buena, o rio com tom de verde esmeralda maravilhoso, mas na foto ficou um pouco apagada a cor.

Como vimos em diversos depoimentos na internet, os ventos aqui são fortes, tão fortes que chega a inclinar o carro, vários veículos passavam por nós com uma boa inclinação, principalmente os mais leves. O vento é tão forte que é difícil manter uma trajetória em linha reta, o barulho do vento atrapalha o som do radio. Nosso plano era pernoitar em Rio Gallegos, mas como chegamos cedo a continuamos em direção a fronteira, aqui o vento se mostrou ainda mais forte.

Chegamos a fronteira chilena, estava praticamente vazia, apenas nós e um americano vindo de moto desde a Califórnia como nos informou e já a 13 meses na estrada! Os tramites foram rápidos, os chilenos foram atenciosos e educados. Conforme o guarda da fronteira nos informou os ventos patagônicos são normalmente fortes assim.

Seguimos pelo Chile agora, estrada de concreto muito suave, realmente boa para andar. A paisagem agora mudou para campos enormes apenas com capim e algumas ovelhas espalhadas.

Chegamos ao “Estrecho de Magalhanes”, aguardamos a balsa carregar uma carreta de combustível que seguiu sozinha. Estava com receio pois não tínhamos pesos chilenos, mas não tive problemas. Conversamos com argentinos que nos explicaram o preço e que pagaria na própria balsa. Encostamos o carro na balsa e fui ao “caja” pagar a travessia, $ 87,00. Ventava muito mesmo e a balsa balançava bastante, mas o espírito de aventura é maior e atravessamos bem. O pessoal estava assando churrasco na parte de cima que é aberta, subi com a Tatá para tirar fotos, mas chuviscava água do mar então resolvi descer, assim que descemos bateu uma onda na lateral do barco que molhou todo mundo, exceto o assador que estava protegido. O cheiro estava sedutor, afinal estamos na base de sanduíches a dias, pois foi só o que encontramos nas rodovias.







Saímos da balsa e continuamos pela estrada de concreto, andamos um bom trecho e como não havia referencia resolvi parar no meio do nada para conversar com o vigia na entrada de uma propriedade, não entendi absolutamente nada do que ele falou, mas acho que ele entendeu a pergunta e indicou com a mão que continuar por ali.




Acabou o concreto e agora estrada de chão, cerca de 100km. O pessoal que estava na balsa, 2 caminhonetes novas, uma delas chamada Tahoe, bem grande, sai na frente e sumiu, na frente um argentino com uma Ecosport e atrás uma Hilux e uma L200, nos ultrapassaram logo no inicio e desapareceram, continuamos atrás da Eco até a fronteira Chile/Argentina. Como já era 22:00 paramos na Hosteria La Frontera, local simples mas acolhedor. Tinha um casal apenas no local, alem dos proprietários. Negociamos um quarto, pedimos um lanche, sanduíche claro, jantamos e fomos dormir. Ao assinar o livro de estadia do Hotel descobri que o casal veio da Suíça!! E de bicicleta!!

Dia 5

Saímos de Carmen de Patagones pela manhã em direção a San Antonio Oeste, nesta cidade paramos para abastecer, aqui pagamos $1,67 o litro da gasolina, uma diferença enorme! Perguntei ao frentista qual o motivo, mas só entendi a palavra govierno... Os preços de gasolina nas redes Petrobras e Esso são bem mais caros, somente na YPF tem essa gasolina mais barata.

Em Sierra Grande paramos em um “comedor”, perguntei o preço do sanduíche para levar, $17,00, pareceu caro, mas valeu cada centavo, nós três não conseguimos comer dois deles. Andamos alguns minutos e paramos aqui para comer, o pessoal passava buzinando, acho que aqui não estão acostumados com farofeiro.



Andamos centenas de kilometros sempre com a mesma paisagem nos dois lados da rodovia, já no primeiro momento tornou-se bem monótono, ainda bem que foram apenas umas 8 horas dirigindo por essa paisagem.

Ao se aproximar de Comodoro Rivadávia porem a paisagem muda, além das montanhas que cercam a cidade, no caminho entre esta cidade e Caleta Olivia o mar é belíssimo.



Nos hospedamos no hotel Robert na avenida principal de Caleta Olivia, bom hotel porem sem café da manhã pois era feriado de 25 de dezembro.

Dia 4

Tocamos para Mar Del Plata, muito movimentada, barulhenta, aquele transito maravilhoso que só o povo argentino consegue e é claro que não paramos aqui porque não queremos estress. Continuamos e acabei entrando em uma estrada provincial pensando ser a Ruta 3, andamos bastante e chegamos no fim do mundo... opa ainda não mas parecia, o nome do lugar, Mar Del Sur. Paramos em uma praça que tinha um parquinho, só pra princesa desestressar. Para sair foram 27 km de estrada de chão, bem ruim mas passou rápido. Paramos em um “comedor” onde um argentino sorridente nos atendeu muito bem e me furou o bucho na hora da conta...

Falando em rápido, aqui as placas com limites de velocidade são apenas enfeite, se o limite é 80, eu vou a 110 e os nativos a 140, nunca fui tantas vezes ultrapassado. Então, como se diz, em Roma faça como os Romanos e pau na máquina...

Chegamos em Três Arroios, tudo fechado, aqui a ciesta é levada a sério. A cidade é simples, tem um porto e bla bla, abastecemos e vamos pra frente.

Em Bahia Blanca passamos paramos para a inspeção sanitária. Aqui é a porta de entrada para a Patagonia. Tem muitos postos de combustivel na estrada, gasolina comum a $1,67 no inicio, e no restante do caminho a super a $2,20 pois a comum não tem em lugar algum (porque será).
Chegamos a pequena cidade de Carmen de Patagones onde encontramos apenas um hotel, pelo menos foi o que algumas pessoas nos informaram. O barulho estava insuportavel, carros, pessoas falando alto ou gritando até 2:00 da manhã, tudo isso incluso na diaria. O Hotel Percaz deve ter sido maravilhoso na época de sua fundação em 1890, ou em uma de suas várias reformas conforme vimos pelas fotos, pena que a ultima já tinha mais de 50 anos. Alem de caro, $180,00, o desayunio foi muito fraco, pedi mais uma chicara de café que custou a bagatela de $8,00. Foi a maior felicidade sair de lá.


Dia 3

Saimos do hotel em Montevidéo as 8:00 em direção a Colonia, proximo a essa cidade a estrada além de muito boa é cercada por palmeiras. Ao chegar na cidade fomos direto ao escritorio do Buquebus na avenida principal, compramos as passagens para nós e para o carro, custou U$ 198,00, uma fortuna + U$ 16,00 de taxa de embarque para o carro.




Compradas as passagens fomos conhecer a cidade, inicialmente nao agrada, mas ao conhecer a parte mais antiga mudamos de opnião, são casarões antigos e muito bem cuidados, passamos algumas horas ali e almoçamos num dos vários restaurantes onde nos atenderam muito bem. Aprendemos que lechuga é alface em espanhol.





Chegou a hora e fomos para o embarque no Buquebus, primeiro posicionar o carro proximo da entrada do Buque e depois direto para a alfandega dar entrada na Argentina, pois os papeis são verificados ali no porto do Uruguai mesmo. As meninas foram direto para o barco e eu fui levar o carro e nos encontramos depois.

A travessia foi bem tranquila e levou só uma hora, velocidade de 40 nós, como nao tinha uma corda disponivel fiquei sem saber quanto da isso em km/h. O Buque é muito confortável e seguro. Aqui encontramos um casal de gauchos indo para o uma cidade que esqueci o nome.






Chegamos em Buenos Aires as 15:45 e já na saida do porto enfrentamos transito pesado, o transito nessa cidade é pior que São Paulo e os argentinos são os piores motoristas que já vi. As faixas separando as pistas nao tem qualquer significado pra eles, trocam de pista e fecham qualquer um que estiver perto, e pisca é algo que os carros argentinos nao devem ter pois em nenhum momento vi um sendo utilizado. Sofremos para sair da cidade, tanto que perdemos toda a vontade de um dia retornar para conhecer melhor essa cidade.

Pegamos "La Ruta 3" rodovia que nos levará até Ushuaia, cerca de 3000 km distante de Buenos Aires. Essa rodovia só é interrompida próximo ao Estreito de Magalhães, quando teremos que entrar no Chile por alguns km.





Depois de um tempo resolvi sair da Ruta 3 e ir pela costa pensando que ia aproveitar melhor a paisagem apesar de ter que andar mais. Não foi uma boa idéia, a paisagem até que é interessante, porém depois de 2 ou 3 horas ficamos entediados e assim foi por muitas horas mais. Nesse trecho da viagem matamos muito inseto, em certo ponto pensamos que era chuva, e sem exagero, era o barulho dos insetos sendo esmagados contra o carro!

Resolvemos parar em Pinamar, como chegamos a noite foi possível ver a ótima iluminação do local que faz os bares e restaurantes belíssimos. Hotel na rua principal a $450,00, mais para frente $410,00, a beira mar $320,00, andamos mais e encontramos um a $260,00, como estava tarde ficamos com esse mesmo. Acordamos cedo e enquanto a patroa tomava banho eu e a princesa fomos caminhar na areia. A praia é muito bem estruturada com dezenas de bares a beira mar, todos tem barracas que podem ser fechadas para proteger do sol. Bem diferente do nosso litoral. Encontramos centenas de água viva mortas...

Dias 1 e 2

Finalmente chegou o dia da viagem! Já estava contando as horas. Acordamos as 5:40 da manha!! mas como bons brasileiros claro que deixamos uma porção de coisas para carregar na hora de sair, mesmo tendo terminado de carregar o carro meia noite, aí lembra de uma coisa ou outra, desce do carro pega, volta para o carro, lembra de outra, desce... e assim suscessivamente por uns 40 minutos ou mais, porém heroicamente eu aguentei com tranquilidade.




A BR101 enquanto dupla está ótima, nem parece que teve enchente em SC, porem quando acaba a dupla tambem acaba a traquilidade, sofremos bastante, mais de uma hora parados com sol de rachar.



Chegamos em Pelotas - RS as 20:40 do mesmo dia, 1050 km de Curitiba, cansados como estavamos entramos no primeiro hotel que vi, sem garagem, caro e pra lá de velho. Mas foi maravilhoso tomar um banho. Saimos as 7:30 em direção ao Chuí e já nesse trecho a viagem melhorou muito, a estrada, pouco movimento, além da paisagem maravilhosa, foi nesse momento que percebemos que realmente estavamos de férias.




Obs. após tanto ouvir sobre essa cidade gaúcha, Pelotas, nossas duvidas foram confirmadas!


Lá tem Mcdonalds sim!


Dia 2



saindo de pelotas




A estrada de Pelotas até Chuy é linda, tem uns rios, ou canais de irrigação acho, paisagem bacana e quase sem transito.





No Chuy passamos pela parte brasileira ??? e quando chega na cidade já é Uruguay. Tem lojas Duty Free, mas são caras. Precisava de pesos uruguaios e as casas de cambio todas fechadas. Aí tomamos coragem e trocamos na rua com um velhinho R$ 50,00 !! por $485,00 pesos, cotação melhor que nas casas de cambio. Abastecemos, gasolina a $27,10 o litro. e pau na máquina!



Saindo de Chuy em direção a Punta del Leste a apenas 29km de Chuy esta a Fortaleza Santa Tereza construida em 1762, muito bonita e a entrada apenas $15,00 pesos uruguaios, tiramos umas 100 fotos lá.





A estrada está ótima, pedagio barato, apenas 2 somando $86,00 pesos uruguaios, achei barato pois esse valor em uns 400 km de estrada muito boa, pouco movimento. Passamos por uma pista de pouso feita na propria rodovia, foi interessante.


Alguns kilometros a mais e paramos para a Thais molhar o pé na agua do mar. A praia estava totalmente vazia, agua gelada, mas mesmo assim tem salva vidas.


Chegamos em Montevideo no fim da tarde e tentamos nos hospedar no Ibis, mas estava lotado. Encontramos outro hotel muito bom de frente para o mar, ops, para o rio. A cidade é muito bonita, tentamos dar um passeio mas o vento estava forte demais e voltamos ao hotel.