sábado, 3 de janeiro de 2009

Dia 15

Conversamos com o Daniel, filho do proprietário do hotel e muito atencioso, feliz proprietário de 8 perros de todo tipo e que nos deu um guia, um mapa e após um ótimos café, saímos em direção a Villa Angostura.

A Villa é uma pequena e bela cidade com interessante arquitetura, muita madeira, e bem movimentada. Compramos algum chocolate, passeamos pela rua principal e nos instalamos em um bom restaurante onde provamos truta e cordeiro patagônico. Após almoçar continuamos nossa viagem, agora até San Martin de Los Andes.

Aqui a Ruta 40 passa pela região dos 7 lagos, paisagens belíssimas para compensar uma estrada ruim e que está sendo reconstruída. Em alguns pontos passa somente um veiculo, em outros passa dois com aperto, e claro, muito pó. Paramos somente em 3 dos lagos e eu tive que tirar as fotografias, as meninas nem do carro quiseram descer.

A Ruta 40 passa ao lado do Lago Lácar e do alto da estrada temos a primeira visão de San Martin. Logo ao entrar percebemos uma cidade pequena e bem estruturada, com bons restaurantes, vários hotéis e comercio variado. O transito moderado, tranqüilo a ponto dos motoristas pararem mesmo em uma avenida para os pedestres atravessarem. Era o que esperávamos encontrar em Bariloche.

No ponto de informações turísticas a atendente foi gentil e rapidamente encontrou um hotel pelo preço que estamos dispostos a pagar, ligou e verificou disponibilidade. Nos deu um mapa no qual assinalou o local e explicou como encontrar, mesmo estando próximo. Nos instalamos e saímos caminhar pela cidade.

Dia 14

Acordamos um pouco mais tarde e no restaurante do hotel encontramos uma família vinda de Brasília! Estavam indo para Pueto Montt no Chile. E que pessoal abençoado, trouxeram a sogra também! Brincadeira, mas o pessoal foi muito gentil e nos indicou o que tinha de bom na cidade, e em poucos minutos resolvemos fazer o passeio de barco pelo lago Nahuel Huapi. Como estava em cima da hora nos despedimos e saímos em busca do Puerto Panuelo, próximo ao famoso hotel Llau Llau (pelo que entendi pronuncia lhau lhau).

Estacionamos e o guarda (sorridente tipo o Antonio da serralheria) carros me deu um papel, dizia não esqueça de deixar uma propina, algum brasileiro já deve ter explicado e ele viu que somos do Brasil, eu ri com ele. Compramos as passagens e lá fomos para mais um passeio de catamarã.


Já nos primeiros minutos do passeio, subimos ao andar superior aberto e notei muitas pessoas agitadas segurando bolachas água e sal. Era para dar para as gaivotas, elas vem comer na sua mão, por isso o alvoroço. Tudo é muito rápido, não consegui fotografar, filmar sim.

Primeira parada, Bosque de Los Arrayanes, umas árvores diferentes, geladas ao toque e ao que parece só existem aqui e em Israel ou algo assim. Estimasse que algumas tenham mais de 700 anos, ou algum numero grande. As instruções foram em espanhol.

Segunda parada Ilha Victoria, teria caminhada de 6 km e de 1 km, optamos pela ultima e assim tínhamos 2:30 horas livres. Entramos no restaurante da ilha onde pegamos almoço para 2, pagamos como se fosse para 4 e comemos em 3. O cardápio, tomate, milho, alface, arroz frio, frango mal frito e um file bem fininho a milanesa. Nem vou mencionar o preço, que saudade da Suprema.

Descansamos sob arvores imensas, sequóias importadas dos EUA a mais de 80 anos e que formam um corredor. Caminhamos por uma trilha até um píer, aqui tem um hotel no alto da montanha todo em madeira, as janelas posso afirmar que são de PVC.


Ao que parece a ilha foi cedida por 99 anos, isso em 1902, para um inglês que não entendi o nome, para exploração de madeira, como a maior parte das arvores aqui plantadas são para uso comercial, restou pouco da vegetação original. O plano é substituir gradativamente as arvores importadas pela vegetação nativa, deve levar mais 30 anos pela narração do guia. As arvores são imensas e será uma perda derrubá-las. Foi um bom passeio, tiramos muitas fotos.

Dia 13



Saímos da cabana após tomar café da manhã com o que tínhamos em mão. Seguimos para o Parque Nacional Los Alerces, enorme e com vários locais próprios para camping e algumas pousadas. Andamos vários km até a entrada onde pagamos $20,oo por adulto para entrar pela Portada Sur, valor valido para permanecer até 48 horas no parque.



Chegamos a uma Bahia onde tiramos algumas fotos e encontramos uma trilha bem legal que percorremos uma boa parte, e mais fotos, aqui encontramos um pessoal que levou um bote motorizado. Seguimos pela estrada que corta o parque no sentido sul/norte. Encontramos uma ponte suspensa sobre um rio com tom maravilhoso de verde e atravessamos, percorremos outra trilha, uns 2km a pé.





Voltamos para o carro com aquela fome, reviramos nossa despensa e o que parecia resto ficou de repente muito apetitoso, comemos tudo que sobrou do jantar de ontem, na garrafa mesmo pois não trouxemos pratos nem talheres, temos apenas uma colher que seqüestramos do hotel, prometo devolver o dia que voltarmos a Ushuaia.



O restante do parque apenas avistamos da estrada mesmo, parece muito bom para acampar, nadar, pescar, mas para nós estava na hora de seguir viagem. Vários km pelo rípio de péssima qualidade, agora em direção de San Carlos de Barilhoche passando por El Bolson, esta ultima até se revelou uma cidade bonita, mesmo assim passamos direto.

A partir de El Bolson já estamos fora da Patagônia e também sem o combustível mais barato. A gasolina super que pagávamos $2,19 custa em media $2,98, uma diferença absurda. A gasolina comum a $1,67 já era passado distante.

Alguns km antes de Bariloche, encontramos muitos argentinos nas laterais da estrada de divertindo nos lagos, isso dá uma idéia do calor que está aqui.
A intenção era chegar o mais rápido a Bariloche, estávamos ansiosos para conhecer esta cidade e foi decepcionante quando finalmente a alcançamos, a parte sul da cidade é muito feia e suja. Seguimos para a parte central que é bonita, mas tiramos poucas fotos. Com o calor e o transito pesado, além do que os argentinos cortam sua frente sem cerimônia, algo que aprendi rápido, estávamos aborrecidos com a cidade.

O pior são os hotéis muito caros e ainda os que gostamos estavam lotados. Seguimos para a região mais retirada e mesmo assim ainda muito caro, porém com hotéis excelentes. Já estava estressado e entrei num hotel mais antigo em uma grande propriedade, aqui o valor estava adequado e ainda atendido pelo filho do proprietário.

Como varias pessoas nos indicaram o Restaurante Rincón Patagônico fomos atrás, mais uma decepção, estava fechado, mas a decisão era jantar bem e paramos em vários restaurante no caminho, todos fechados. Encontramos um bem bacana, porém ainda não estavam servindo jantar. Com a fome que estávamos não dava para esperar, então melhor o supermercado, que surpresa, nem um único tipo de pão, comprei sorvete mesmo.

Foram tantos contra tempos que irritados decidimos sair da cidade na manhã seguinte.